A estatística da (in)segurança pública gaúcha

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Foto: Guilherme Santos (Sul21)

Não entrei para a estatística de insegurança pública no Rio Grande do Sul. Ainda não! E não foi por providência divina, foi por sorte mesmo. Mas tenho a consciência tranquila de que um dia vou entrar. Quando, não sei. Cheguei a esta conclusão devido ao desgoverno que se vive por aqui. Jamais fui vítima de assalto. Sete anos de vida em São Borja, treze em Bagé, um em Bento Gonçalves e seis em Porto Alegre. Nada! Mas de uns meses para cá, não preciso ser matemático/estatístico para entender que a minha hora vai chegar. Morando na capital gaúcha desde 2010, também nunca li/ouvi tantos relatos de amigos rendidos a mão armada ou furtados. Em 1 ano e 2 meses de gestão José Ivo Sartori (PMDB), esta conta desregulou.

De janeiro de 2015 até aqui, tive inúmeros amigos e conhecidos sendo vítimas de assaltos: minha companheira, colegas de rádio (Gutieri Sanchez duas vezes, João Praetzel, Lucas Rivas, Guilherme Kepler, Mário Lima) e ontem foi a vez de um grande amigo, rendido por três homens armados, que desembarcaram de um Fiat Uno azul escuro, na rua José do Patrocínio, próximo à Venâncio Aires, no bairro Cidade Baixa. Chegamos ao cúmulo de agradecer ao ladrão: “Pelo menos seguiste vivo!“. E aí, quando as coisas vão mudar? Não consigo ver nenhuma possibilidade de mudança. E dizer que o atual governador prometia investir em segurança pública durante sua campanha eleitoral (uma das poucas promessas em meio a tanta piada e vídeos familiares sem relevância alguma, diga-se de passagem). Enfim, elegeram este cidadão.

Nós, “partidários do Rio Grande”, vivemos o ‘Estado Mínimo’ quando se trata de segurança pública. Policiais são cada vez mais escassos nas ruas da capital (a não ser em protesto contra o aumento da passagem de ônibus). Gostaria de ver um Estado forte, capaz de investir em recursos humanos e equipamentos, mas até agora as propostas foram: cortas horas extras e parcelar salários. Pode ser que Sartori seja adepto do pensamento mágico do senso comum: armar o “cidadão de bem”. Pode ser, não sei. Mas sinceramente, não consigo imaginar nenhum de meus amigos reagindo aos assaltos e levando a melhor sobre o assaltante. Além da estatística de roubos, engrossariam a matemática dos homicídios. É claro, também reforçariam o armamento do ladrão, que herdaria além do celular, uma nova arma de fogo do assassinado. E se a desculpa governamental for a falta de dinheiro, fico com a proposta do deputado Pedro Ruas (PSOL): extinção do Tribunal Militar, completamente inoperante e que gasta cerca de R$ 40 milhões anuais dos cofres públicos. Você consegue imaginar R$ 40 milhões investidos em segurança pública? Eu fico só na imaginação, enquanto não chega a minha hora de entrar para a estatística.

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