Meu roteiro em Paris: DIA 7 – CEMITÉRIOS

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Cemitério de Père-Lachaise

Tudo que é bom, um dia acaba. E assim foi com o nosso passeio pela capital francesa. No entanto, para fechar com chave de ouro, deixamos para o último dia as visitas aos cemitérios. Pode parecer mórbido para alguns (inclusive um pouco nojento para mim, admito), mas há muita beleza arquitetônica, história e sem dúvidas nostalgia entre as lápides. Além do mais, qualquer manual de turismo lhe indicará uma passagem ao menos pelo Père-Lachaise, um dos maiores cemitérios do mundo, com uma enorme quantidade de famosos sepultados lá – franceses ou não.

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Túmulo de Jim Morrison

Para começar nosso trajeto, uma personalidade que já foi citada no último post: Jim Morrison. O vocalista da banda norte-americana faleceu em 1971, quando abandonou a banda para viver apenas de poesia em Paris. Para encontrá-lo, nem mesmo o mapa que compramos em uma banca de jornal em frente ao cemitério (por € 2,50), contribuiu para que encontrássemos de cara o túmulo. Foi necessário pedir informação a uma policial que estava por ali. Aliás, este é um detalhe interessante: desde que o ‘rockeiro’ foi enterrado no local, uma trupe de ‘malucões’ invadiu o cemitério para beber, dormir e pichar as lápides ao redor. Logo, a presença de uma ‘supervisora’ inibe a destruição maior do jazigo de Morrison – que já não possui mais um busto e seu nome em letras grandes. Uma pena! Enfim, o espaço reservado a Jim é bem acanhado e, de certa maneira decepcionante, mas vale a visita.

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Túmulo de Allan Kardec

Não posso omitir que o Père-Lachaise como um todo me decepcionou. Como ponto turístico, o local precisa ser conhecido, mas a mim frustrou um pouco. Esperava por mais imponência, mas os monumentos e bustos são todos menores do que os que vimos pelo Brasil. Dá para se caminhar entre as lápides e, embora isso pareça um pouco complicado, aos poucos vai se tornando natural. Assim, você se pega visitando o repousou de ícones da história, como Allan Kardec, Marcel Proust, Oscar Wilde, Frédéric Chopin, Auguste Comte, Édith Piaf, entre outros. Enfim, o passeio durou cerca de 2h30min. E, um pouco cansados, recarregamos as baterias em um restaurante com um nome bem sugestivo e que fica em frente ao portão principal: ‘Le Purgatoire’.

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Sartre e Beauvoir estão sepultados juntos no Cemitério de Montparnasse

Dali pegamos um metrô para a zona sul da cidade, para Montparnasse. Neste cemitério, de cara (bastando virar à direita, no primeiro corredor, após o portão principal), o túmulo do casal de filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Este cemitério parece mais organizado que o primeiro – e menor, com certeza. Ali também visitamos as lápides do escritor Charles Baudelaire e do cantor francês Serge Gainsbourg. Não há nada de imponente, com grandes monumentos ou estátuas assustadoras. É somente um ponto turístico a mais – e que tem até um certo ar de tranquilidade. Uma boa escolha para encerrar nossa passagem pela ‘Cidade Luz’. Para quem quiser algo mais sombrio, indico as ‘Catacumbas’, que ficam próximas do Cemitério de Montparnasse. São corredores subterrâneos feitos de ossos. Confesso que não tive coragem de encarar esta. Sim, medo mesmo! Mas espero que meu próximo destino deixe o mesmo resultado de Paris: uma ótima impressão e vontade de retornar em breve.

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