Meu roteiro em Roma: DIA 3 – VATICANO

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Praça de São Pedro, com basílica ao fundo

Não sou católico, tampouco religioso. Mesmo assim quis visitar o Vaticano muito mais pelo valor histórico e artístico das pinturas da Capela Sistina e das esculturas do Museu do Vaticano. Contudo, foi uma grande decepção! Filas imensas, muita gente se acotovelando, preço alto e muita, mas muita mesmo, frescura dos seguranças. Para se ter uma noção, só para ingressar no menor país do mundo, não poderia estar com camisa que mostrasse os ombros, bermudas, chapéus, falar alto ou abraçar ninguém efusivamente. Enfim, tudo que pertence ao convívio hipócrita da Igreja Católica. Mas, já que eu era um convidado (que pagou caro por seu ingresso), resolvi respeitar em parte. Mas se você me pedisse uma opinião: a visita não é algo tão imperdível no roteiro de sua viagem. Você viverá longos anos sem ir lá.

Para começo de conversa, tivemos de pegar o metrô no Termini para chegar ao Vaticano – já que fica longe do local onde estamos hospedados. O martírio começou ali, com as pessoas completamente apertadas na plataforma, brigando (literalmente) para alcançar as portas do vagão antes que elas se fechassem. Perdemos quatro ou cinco metrôs até conseguirmos entrar. E, mesmo assim, fomos esmagados pelo trajeto. Os italianos fazem São Paulo parecer ‘fichinha’! Chegando à estação Ottaviano (próxima do museu), começamos a ser parados nas ruas por vendedores de planos de turismo. A princípio, eles te entregam um mapa, argumentando que é de graça. E vão testando para saber se você fala italiano, inglês, espanhol ou outras línguas. Enfim, depois de tanta insistência e de ver as filas quilométricas que davam a volta no quarteirão, resolvemos aderir a um pacote. Pagamos € 55, com direito a guia-turístico, áudio-guia e a visitação dos principais ambientes do Vaticano. Ah, disseram-nos também que não precisaríamos entrar na fila. Balela! Pegamos apenas uma fila diferente, destinada aos grupos turísticos (menor, é verdade).

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Museu do Vaticano e seu teto folheado a ouro

Quase 1 hora depois, enfim, entramos no Museu do Vaticano (após passar por nova fila no detector de metais, claro!). No pátio, nossa guia ainda deu uma bela explanação sobre os afrescos da Capela Sistina (em francês e espanhol, já que nosso grupo era formado majoritariamente por eles). O lado positivo de andar com um grupo de visita guiada, além de não pegar uma fila maior para entrar, é que não há nenhuma chance de se perder pelos corredores até alcançar as principais capelas. No entanto, o passeio se torna moroso e exaustivo, já que são contadas as histórias de cada uma das peças em exposição. Além disso, uma observação bem particular: incomodou-me saber que a maior parte do acervo está lá graças a saques da Igreja, financiadora por muito tempo do Império Romano. Ou seja, as obras são de origem persa, egípcia, grega, etc – sem falar nos tetos folheados a ouro, sabe-se lá oriundos de onde.

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Não é permitido tirar fotos na Capela Sistina

Finalmente chegamos à Capela Sistina e aí, nova decepção. Trata-se de um grande salão, com um teto que fica a 3 metros de altura acima da sua cabeça. Lá em cima está toda a riqueza do lugar, com as pinturas de Michelangelo. Porém, só é permitido ficar dois minutos (literalmente) no espaço, e em silêncio absoluto. Eu ainda tive o agravante de puxar a câmera para sacar algumas fotos e fazer um vídeo, o que não é permitido. Assim, tive a atenção chamada por um dos ‘guardas’ e fui convidado a me retirar. Pulsei de raiva! Qual o problema de gravar um vídeo do teto? Ok, pelo menos não tive minha câmera tomada e nem fui preso.

Depois de encarar mais um labirinto de escadas, chegamos em frente à Basílica de São Pedro. Inegavelmente, o lugar é bonito. Tem-se a visão de toda a praça de São Pedro, além da sacada onde o Papa costuma acenar para os fiéis. Ali acabou a visita guiada, mas ainda nos era permitido a visitação interna da igreja. Lá está a ‘Pietà’ (outra obra famosa de Michelangelo, e agora exposta a fotografias) e os mausoléus de muitos ex-Papas (incluindo João Paulo II). Ainda lhe é dada a possibilidade de visitar a cúpula da Basílica – claro, mediante a um pagamento e disposição de encarar no mínimo 300 degraus. Pelo cansaço e grau de irritação, decidimos ir embora. Na saída pelos portões do Vaticano ainda deu tempo de almoçar (com uma conta caríssima, diga-se de passagem) e passar em frente ao Castelo de Sant’Angelo até pegar o metrô de volta ao Termini. Enfim, posso morrer e

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Castelo de Sant’Angelo

dizer que conheci o Vaticano. Mas é uma experiência que não passou nem perto de ser boa.

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