Impeachment? Por que não recall?!

bazar01Ninguém me perguntou. Talvez muita gente discorde. Vão me vestir de vermelho, chamar de petralha, perguntar quanto eu ganhei do governo e me mandar para Cuba. E talvez eu vá. Viajar e conhecer novos lugares é prazeroso. Mas isso não vem ao caso. Escrevi este post para dizer que sou contra o Impeachment de Dilma Rousseff. Para quem me acompanha por aqui há mais tempo, acho que já deu para perceber, né? Isso não quer dizer, no entanto, que eu esteja aplaudindo o que a atual gestão anda fazendo em Brasília. Pelo contrário! Só não consigo aceitar que, com a saída somente da presidente, voltaremos a navegar em mares de calmaria e sem corrupção. Não! Não quero entregar o timoneiro aos piratas.

Basta ligar a TV Câmara para ver o sujo falando do mal lavado. Deputado citado na Lava-Jato posando de bacana é dose! É duro engolir PMDB e PP, que estavam no governo até ontem, recebendo a mesma propina da Petrobrás para suas campanhas eleitorais, condenando o PT. Chega a ser cômico ouvir o PSDB bradar por justiça quando empurra para baixo do tapete, ao mesmo tempo, o escândalo das merendas escolares em São Paulo. Por isso, não vejo moral nem na Câmara ou no Senado para dar continuidade ao processo – que enfim deve sair vitorioso, do ponto de vista dos favoráveis ao Impeachment. E se o povo decidisse? Mesmo estando cercados de pequenos cidadãos corruptores e corruptíveis, só o povo exerceria a verdadeira democracia neste momento. Por isso, sou a favor de duas saídas: chamamento a novas eleições gerais ou o recall político.

O recall político é uma espécie de reavaliação popular. Como se, no meio do mandato, a população fosse chamada novamente às urnas para aprovar ou reprovar a continuidade do governante. Sob o nome de “voto destituinte”, foi proposto na Assembleia Constituinte de 1987 (mas acabou ficando de fora da Constituição promulgada um ano depois). Em 2005, o então senado Eduardo Suplicy voltou a propor a ideia, através de uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional). Foi arquivada e segue até hoje. Você acha que seria uma boa? Se Dilma mentiu durante sua campanha eleitoral, dizendo que não aumentaria impostos e aumentou, você poderia tirá-la nas urnas! Se o governador Sartori fez como única promessa reforçar a segurança pública e não cumpriu, não seria justo avaliá-lo novamente? Não seria um deputado, à mercê de conchavos e propinas, que indicaria o futuro do país. Seria você através das urnas. E aí, sim, teríamos a real noção sobre o que querem os brasileiros.

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