Nacionalismo xenófobo é tendência mundial

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Antigamente, ao me deparar nos livros de história com a figura de Hitler e o nazismo na Alemanha, sempre me questionava: como os alemães deixaram que isso acontecesse? Causa-me espanto como um povo civilizado pode referendar um governo que se guia pelo ódio a uma raça diferente da sua. Devo não ser o único com esta reflexão. Mas hoje, aprofundando-me na leitura, entendo que aquele não foi um fato isolado. Primeiro houve o fascismo de Mussolini na Itália. Depois, veio Salazar em Portugal. Por fim, após Hitler se tornar chanceler alemão, veio Franco na Espanha. Todos eles extremamente nacionalistas e xenófobos. Convenhamos, algo não muito diferente do que começa a se viver no mundo atualmente.

O que é a xenofobia? Vem do grego: xénos (estrangeiro) + phóbos (medo). A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, por exemplo, já foi guiada por essa corrente – suas principais promessas são deportar os muçulmanos e construir um muro na fronteira com o México. Ou seja, medo (ou aversão) ao estrangeiro. Nesta quarta-feira, foi a vez dos holandeses ouvirem o “canto da sereia”. Geert Wilders, do Partido da Liberdade (??), apresentou-se com ideias contrárias à imigração principalmente de muçulmanos aos Países Baixos. Liderava as pesquisas, mas na eleição que renovou as cadeiras do Parlamento, acabou sendo derrotado pelo Volkspartij voor Vrijheid en Democratie (VVD), ou Partido Popular para a Liberdade e Democracia, do atual premeiro-ministro. O curioso é que este não é necessariamente um partido de esquerda. Não, é um partido conservador liberal que, só subiu nas pesquisas até alcançar a vitória após ações do premiê Mark Rutte, que criou uma crise internacional com a Turquia após barrar ministros turcos de participarem de comícios em Roterdã. Ou seja, deu à população o que ela queria: a aversão a estrangeiros. É óbvio que não houve uma vitória neste caso.

E assim deverá seguir na Alemanha, onde Frauke Petry (do Alternative für Deutschland – Alternativa para a Alemanha) defende ideias semelhantes: fechamento das fronteiras e restrição à entrada de muçulmanos. Igualmente na França, onde Marine Le Pen (da Front National – Frente Nacional) concorrerá à presidência. A ordem para barrá-los é expressa: absorver parte de suas ideias para cair no gosto popular. No Brasil, ainda não sofremos com o temor pelo terrorismo, portanto nossas “causas” são outras. Mesmo assim, não é difícil ver semelhanças entre os discursos acima citados com os de Jair Bolsonaro, Levy Fidelix e outros fanáticos que já deixaram há tempos de ser uma caricatura engraçada. Surfam na crista da onda mundial, isso sim. Que os livros de história nos perdoem!

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